Certos fatos, por uma abstração coletiva, são ignorados quando não apresentados da maneira esperada.
Um exemplo, se você vivesse em 1800s, e alguém te dissesse que existe um quadrado na qual você pode ver ou ir pra qualquer lugar que quisesse, na hora, sem precisar sair do lugar, seria pura imaginação. Embora isso certamente parece impossível para época, uma imaginação e fantasia, em 2018 um tablet e um celular são comuns.

Viagens ao tempo, da mesma forma, devem ter inúmeros níveis de abstração, aplicabilidade e fatos. Primeiro, se a ideia é viajar no tempo, e não alterar o passado, a máquina fotográfica não faz isso perfeitamente? E se esse dispositivo for evoluindo ao ponto de obter dados de qualquer ângulo, a qualquer momento de qualquer acontecimento? Isso seria uma viagem no tempo não destrutiva (ou seja, sem alterar o passado).
A outra questão é a relação com a teoria especial da relatividade, que diz que o tempo e espaço são flexíveis e variáveis. Um observador a milhões de anos luz da Terra, vive simultaneamente em um tempo futuro em relação a nossa história humana, ou no passado *dependendo de como se move. Isso acontece pela distância, e como o movimento dos corpos altera a percepção de tempo, e isso invariavelmente causa uma diferença temporal gigantesca devido a distância do observador. Quem assistiu Interestelar reconhece mais ou menos esse fenômeno.
A nossa ideia de viagem ao tempo está bastante relacionada aos filmes, na ideia de que alguém constrói uma máquina do tempo, e vai para uma época antiga, conversa com as pessoas, altera o passado. Não estou dizendo que isso não é viagem ao tempo, mas é a primeira coisa que nos vem a cabeça por ser algo óbvio, mas que não necessariamente é a base ou o conceito definitivo de uma viagem no tempo. E por termos uma tecnologia ainda na infância, não temos condições de sequer imaginar como isso poderá vir a ser uma realidade.
